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7 de outubro de 2026 11:19

Bahia registra recorde histórico no abate de bovinos no segundo trimestre

Bahia registra recorde histórico no abate de bovinos no segundo trimestre

Estado processou cerca de 390 mil cabeças entre abril e junho, enquanto exportações de carne avançaram 17% em valor e 15,1% em volume
Foto: Deposiphotos

A Bahia registrou, no segundo trimestre de 2026, o maior volume de abate de bovinos de sua série histórica. Foram aproximadamente 390 mil cabeças entre abril e junho, crescimento de 0,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, as exportações de carnes avançaram 17% em valor e 15,1% em volume.

Os dados integram o Boletim de Conjuntura Agropecuária da Bahia, divulgado em setembro pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), e apontam para a expansão da pecuária estadual impulsionada pela demanda externa e pelo aumento da atividade nos frigoríficos.

Para Paulo Sérgio Menezes Luz, diretor-geral da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), o aquecimento das exportações, sobretudo para mercados consolidados como a China, foi um dos principais fatores para o crescimento. A maior disponibilidade de animais para abate e a oferta de grãos destinados à alimentação também contribuíram para o resultado.

A expansão acompanha ainda uma mudança na distribuição do rebanho baiano. Segundo Luz, a pecuária passou por um processo de interiorização e intensificação, com o deslocamento de animais de áreas mais secas do semiárido tradicional para regiões de forte atividade agrícola. No oeste do estado, municípios como Santa Rita de Cássia, Barreiras, Formosa do Rio Preto, Cotegipe, Wanderley e Angical se destacam nesse movimento.

No cenário nacional, as exportações de carne bovina ganharam peso estrutural na cadeia produtiva. China, Estados Unidos e Chile estiveram entre os principais destinos no primeiro semestre, marcado por recordes nos embarques.

O setor, porém, enfrenta obstáculos para ampliar mercados. Restrições tarifárias, exigências sanitárias e negociações internacionais limitam o crescimento das exportações. Para os produtores, também permanecem desafios relacionados aos custos e à produtividade. Manejo de pastagens, genética, nutrição, sanidade, gestão e rastreabilidade aparecem como fatores estratégicos para aumentar a competitividade e agregar valor à carne brasileira.

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