
A Paraíba registrou em 2025 um salto histórico na produção de camarão cultivado. Foram 20,1 mil toneladas, contra 8,9 mil toneladas em 2024, crescimento de 126,8% em apenas um ano. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado, a Paraíba manteve a terceira posição no ranking nacional, atrás do Rio Grande do Norte, com 38 mil toneladas, e do Ceará, líder com 91,9 mil toneladas. O estado superou Bahia, Pernambuco, Piauí e Sergipe.
O avanço também é expressivo quando considerada a série histórica. Em 2013, primeiro ano em que a PPM registrou a produção paraibana de camarão, foram apenas 864 toneladas. Em 2019, o volume ultrapassou 4,3 mil toneladas. Em 2025, chegou a ser mais de 23 vezes superior ao registrado no início da série.
O valor da produção acompanhou a expansão e passou de R$ 183,4 milhões, em 2024, para R$ 444,9 milhões em 2025, alta nominal de 142,6%.
O crescimento ocorreu tanto no litoral quanto no interior. Santa Rita liderou a produção estadual, com 2,47 mil toneladas, seguida por São Miguel de Taipu, Mogeiro, Marcação e Salgado de São Félix. Juntos, os cinco municípios concentraram 53,1% da produção paraibana. Marcação apresentou a maior expansão percentual entre os municípios nordestinos produtores, passando de 180 toneladas para 2,2 mil toneladas.
O desempenho acompanha a expansão da carcinicultura nordestina. A região produziu 171,9 mil toneladas em 2025, alta de 18,3%, e respondeu por 99,7% da produção brasileira, de 172,4 mil toneladas. O número de municípios produtores também aumentou, de 169 para 192.
Na Paraíba, a produção de peixes permaneceu praticamente estável, em 4,2 mil toneladas. A tilápia continua dominante e representa quase toda a produção estadual, consolidando o camarão como principal vetor de expansão da aquicultura paraibana.