
O Ceará investiu R$ 5 bilhões em recursos públicos, segundo dados divulgados na última semana pela Secretaria da Fazenda (Sefaz). Saúde, segurança, educação, infraestrutura e gestão ambiental foram os principais destinos. O montante supera em cerca de 30% o registrado em 2024, de R$ 3,9 bilhões, e também é maior que os R$ 4,8 bilhões de 2025, o que indica crescimento gradual nos últimos anos.
Para o secretário da Fazenda, Fabrízio Gomes, o equilíbrio fiscal explica esse movimento. Pelo terceiro ano consecutivo, o estado recebeu do Tesouro Nacional a nota máxima, a CAPAG-A+, que avalia liquidez, capacidade de gastar menos do que arrecada e baixo endividamento. “O que permite isso é uma gestão fiscal equilibrada”, afirmou.
Os recursos vêm de fontes próprias, de repasses do Tesouro Nacional e de operações de crédito ou financiamento. Segundo o secretário, a gestão busca aplicar o dinheiro com mais eficiência, priorizando os setores que mais precisam de políticas públicas para a população cearense.
Como respaldo, ele citou o Ranking de Eficiência dos Estados (REE-F) de 2026, elaborado pela Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha, que colocou o Ceará em segundo lugar, com nota 0,665. O Paraná lidera, com 0,734, impulsionado por equilíbrio econômico e infraestrutura, e São Paulo aparece em terceiro, com 0,637. No caso cearense, o estudo destacou metas claras, colaboração com os municípios, educação em tempo integral e atenção primária à saúde, apesar dos problemas na segurança pública.
Santa Catarina, Piauí, Paraíba e Minas Gerais completam o grupo dos sete estados considerados eficientes. O levantamento dividiu os estados em quatro categorias: eficientes, algumas eficiências, poucas eficiências e ineficientes. Foram analisados os 26 estados, exceto o Distrito Federal, com dados de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças, para medir a capacidade de converter receita em serviços à população.