
Os estados do Ceará e do Piauí devem receber novos investimentos em energia renovável e infraestrutura tecnológica após a captação de US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões) realizada pela Casa dos Ventos no mercado financeiro dos Estados Unidos. A operação, feita por meio de uma colocação privada junto a investidores institucionais, superou as expectativas da companhia e fortalece projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico da região.
Os recursos serão direcionados para a implantação e expansão de empreendimentos de geração de energia renovável, incluindo os complexos eólicos da Ibiapaba, no Ceará, e de Dom Inocêncio, no Piauí. A energia produzida por esses projetos abastecerá grandes consumidores corporativos, especialmente data centers, segmento que se tornou uma das principais apostas de crescimento da empresa.
Entre os projetos beneficiados está o megadata center que a Omnia constrói no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará. O empreendimento terá capacidade de tecnologia da informação de 200 megawatts (MW) e consumo estimado de aproximadamente 300 MW de energia elétrica, sendo alimentado por fontes renováveis fornecidas pela Casa dos Ventos. A operação inicial está prevista para o terceiro trimestre de 2027, com expansão gradual até 2029.
O projeto ganhou relevância internacional por estar associado à chinesa ByteDance, controladora do TikTok, e reforça a estratégia de atrair para o Nordeste atividades intensivas em consumo de energia, aproveitando a forte capacidade regional de geração eólica e solar.
A captação contou com a participação de 23 investidores, entre seguradoras, fundos de pensão e gestoras de ativos, em contratos de financiamento de longo prazo, com vencimentos de 17 e 24 anos. O resultado demonstra a confiança do mercado internacional no potencial da infraestrutura energética brasileira.
Além do fornecimento de energia para data centers, a Casa dos Ventos também planeja avançar em uma nova fronteira da transição energética: a produção de “moléculas verdes”, insumos que poderão ser utilizados na fabricação de hidrogênio verde e outros combustíveis de baixa emissão de carbono.