
As exportações do Rio Grande do Norte recuaram em setembro, após o forte crescimento registrado em agosto, mas o desempenho acumulado de 2026 permanece acima do resultado do ano anterior. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), as vendas externas do Estado somaram US$ 85,7 milhões no mês, queda de 30,5% em relação a setembro de 2025. As importações diminuíram 5,2%, para US$ 27,3 milhões, resultando em superávit de US$ 58,4 milhões.
A retração interrompeu o avanço observado em agosto, quando as exportações potiguares chegaram a US$ 132,7 milhões, alta de 83,6% na comparação anual. Em setembro de 2025, o Estado havia exportado US$ 123,3 milhões.
O principal impacto negativo em setembro veio dos óleos combustíveis de petróleo ou minerais betuminosos, cujas vendas caíram 83,4%, para US$ 8,9 milhões. As exportações de frutas e nozes também recuaram 22,3%, para US$ 27 milhões.
O movimento foi parcialmente compensado pelo ouro, que assumiu a liderança da pauta exportadora. As vendas do metal alcançaram US$ 34,4 milhões, alta de 45,8% e equivalente a 40,2% das exportações estaduais. Outros minérios concentrados de metais de base cresceram 609,5%, para US$ 3 milhões.
No acumulado de janeiro a setembro, as exportações chegaram a aproximadamente US$ 1 bilhão, crescimento de 29%. As importações somaram US$ 341,4 milhões, alta de 5,2%, gerando superávit de US$ 659,4 milhões.
O Canadá foi o principal destino das mercadorias potiguares em setembro, com US$ 30,6 milhões em compras. Na outra ponta, a China liderou as importações, com US$ 8,4 milhões. O trigo e o centeio não moídos foram os principais produtos adquiridos pelo Estado no exterior.