Jornalismo econômico para a inovação no Nordeste -
Jornalismo econômico para a inovação no Nordeste -
25 de maio de 2026 18:10

Investimentos chineses no Nordeste somam 58 projetos e até R$ 13 bilhões

Investimentos chineses no Nordeste somam 58 projetos e até R$ 13 bilhões

Região concentra 15% dos aportes confirmados desde 2007, com destaque para energia renovável, logística, tecnologia e indústria
Foto: Reprodução/Internet

O Nordeste brasileiro vem consolidando sua posição como um dos principais destinos de investimentos chineses no país. Entre 2007 e 2024, a região recebeu 58 projetos confirmados, com aportes estimados entre R$ 11,9 bilhões e R$ 13,2 bilhões, segundo relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) divulgado na última semana.

O levantamento mostra que o Nordeste respondeu por 15% dos investimentos chineses no Brasil no período, ficando atrás apenas do Sudeste, que concentrou 202 empreendimentos (54% do total). Em todo o país, os aportes da China somaram US$ 77,5 bilhões em 303 projetos.

Bahia lidera no Nordeste

A Bahia aparece como o principal polo da região, com 5,9% dos projetos nacionais, ocupando a quarta posição no ranking geral, à frente do Rio de Janeiro. Em seguida vêm Ceará (2,9%), Pernambuco (2,4%) e Piauí (2,4%).

Projetos de destaque incluem o complexo da BYD em Camaçari (BA), voltado à produção de veículos elétricos e baterias, com investimento de R$ 3 bilhões; a ponte Salvador–Itaparica, estimada em R$ 9 bilhões; o parque solar da CGN em Russas (CE), com aporte de R$ 650 milhões; e o megadatacenter da ByteDance (TikTok) em Caucaia (CE), orçado em R$ 55 bilhões.

No Maranhão, a State Grid Brazil Holding investe em transmissão e distribuição de energia elétrica, em projetos de cerca de R$ 5 bilhões. Já o Piauí abriga o Parque Solar Nova Olinda, operado pela CGN, com investimento de R$ 1,56 bilhão, além de um hub de energia renovável anunciado em 2024 de R$ 3 bilhões. Em Alagoas, a Baiyin Nonferrous Group adquiriu a mina de cobre Serrote por R$ 2,4 bilhões.

De acordo com Emanuel Leite Júnior, pesquisador da Tongji University (Xangai), o avanço no Nordeste é parte de uma estratégia de longo prazo. “O crescimento da presença chinesa no Nordeste é estrutural e estratégico, com potencial em energia renovável, infraestrutura e logística, tecnologia e inovação, além da abundância em terras férteis. Essa tendência está ligada também ao protagonismo do Consórcio Nordeste”, afirmou.

Ele destacou ainda que a descentralização dos aportes reduz riscos e melhora a percepção da China nos países onde investe, a exemplo do que já ocorreu na África.

Energia e inovação no centro da estratégia

A transição energética é um dos principais vetores desses investimentos. A meta da China de alcançar o pico de emissões até 2030 e a neutralidade de carbono até 2060 impulsiona aportes em infraestrutura verde em países do Sul Global.

No Nordeste, além da energia, há avanço em logística, mineração, tecnologia e ciência. Entre os exemplos estão o porto de Itaqui (MA), o porto do Pecém (CE), projetos ferroviários no Piauí, além da cooperação científica no projeto BINGO, na Paraíba, e no Programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), no Maranhão.

O relatório do CEBC estima aportes de até R$ 13,2 bilhões no Nordeste desde 2007. No entanto, a soma de grandes projetos recentes, como o datacenter da ByteDance e a ponte Salvador–Itaparica, indica que os valores reais já superam o patamar oficial, reforçando a importância estratégica da região para a presença chinesa no Brasil.

👆

Assine a newsletter
do Investindo por aí!

 

Gostou desse artigo? compartilhe!

Últimas

Transnordestina
obras no Maranhão
segurança pública (1)
Fórum na Bahia
paraíba
Piracanjuba
obras no piauí
UFRN
obras no ceará
bahia origem week

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

div#pf-content img.pf-large-image.pf-primary-img.flex-width.pf-size-full.mediumImage{ display:none !important; }