
Alagoas encerrou o mês de maio com déficit de US$ 39 milhões na balança comercial, mesmo diante de uma mudança significativa em sua pauta exportadora. Pela primeira vez no ano, o minério de cobre ultrapassou o açúcar e se tornou o principal produto vendido pelo estado ao mercado internacional.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), Alagoas exportou US$ 59,1 milhões em maio, valor 13% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. As importações, por sua vez, cresceram 13% e atingiram US$ 98,1 milhões. Com isso, a corrente de comércio do estado somou US$ 157,3 milhões.
O minério de cobre respondeu por 55,4% das exportações alagoanas no mês, movimentando US$ 32,7 milhões. O desempenho colocou o produto à frente do açúcar, tradicional líder da pauta exportadora estadual, que representou 40,8% das vendas externas, com US$ 24,1 milhões.
A predominância do cobre também reforçou a posição da China como principal destino das exportações de Alagoas. O país asiático concentrou 55% das compras internacionais realizadas junto ao estado, totalizando US$ 32,7 milhões. Canadá, Argélia, Marrocos e Rússia aparecem na sequência entre os principais mercados consumidores.
Apesar da mudança no perfil das exportações, o avanço das importações continuou pressionando o resultado comercial. Os produtos mais adquiridos no exterior foram itens da indústria de transformação, com destaque para derivados de petróleo, adubos e fertilizantes e alumínio. A China também liderou entre os fornecedores, respondendo por mais da metade das importações alagoanas.
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o cenário permanece desfavorável. As exportações alcançaram US$ 315,8 milhões, enquanto as importações somaram US$ 473 milhões, resultando em déficit de US$ 157,2 milhões.
Os números indicam que, embora o minério de cobre tenha ganhado protagonismo e diversificado a pauta exportadora estadual, o comércio exterior alagoano continua marcado pelo peso das compras internacionais, que seguem superando as vendas ao exterior ao longo do ano.