
A Brava Energia solicitou ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) licenças ambientais para instalar 30 poços de petróleo em três municípios potiguares. Publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) na quarta-feira (7), os requerimentos abrangem 25 poços em Alto do Rodrigues e Pendências e outros cinco em Mossoró.
Os projetos fazem parte do planejamento da companhia para manter e ampliar a produção de petróleo em campos terrestres vinculados ao Polo Potiguar, conjunto de ativos de exploração e produção de petróleo e gás natural. A empresa também pediu autorização para implantar e operar 30 linhas de surgência, tubulações responsáveis pelo transporte dos fluidos extraídos dos poços.
A execução dos empreendimentos depende da análise técnica e da concessão das licenças pelo Idema. Até o momento, a companhia não divulgou estimativas de investimentos nem projeções sobre a geração de empregos associada aos projetos.
Em nota, a Brava Energia afirmou que os pedidos integram seu planejamento “para otimizar seus ativos onshore e garantir a sustentabilidade da produção na região”. A empresa também destacou que “o Estado do RN e o Complexo Potiguar possuem papel central na estratégia integrada de negócios da Brava”.
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN) considera que os requerimentos abrem a possibilidade de continuidade dos investimentos na indústria petrolífera estadual. Segundo a pasta, a instalação de novos poços pode contribuir para revitalizar campos maduros, cujos reservatórios já ultrapassaram o período de maior produtividade e demandam intervenções para preservar sua capacidade operacional.
“A instalação de novos poços contribui para a revitalização e o desenvolvimento dos campos maduros, para a manutenção da produção e para a continuidade da atividade econômica associada à cadeia de petróleo e gás, especialmente em municípios como Alto do Rodrigues, Pendências e Mossoró”, afirmou a secretaria.
A iniciativa ocorre em um contexto no qual a manutenção da produção em campos maduros depende de novos investimentos e intervenções técnicas. A eventual implantação dos poços poderá sustentar atividades da cadeia petrolífera potiguar, embora os impactos econômicos dos projetos ainda dependam de sua aprovação e execução.