
A Bahia mantém a liderança econômica do Nordeste e, ao lado de Ceará e Pernambuco, concentra os principais investimentos que devem impulsionar o crescimento da região nos próximos anos. Juntos, os três estados respondem por 61% do Produto Interno Bruto (PIB) nordestino e reúnem cerca de 59% da população da região, consolidando-se como polos de atração para empreendimentos nos setores de indústria, energia, tecnologia, logística, petróleo, mineração, agronegócio e turismo.
Segundo análise do Banco do Nordeste (BNB), Bahia, Ceará e Pernambuco exercem uma “força gravitacional natural” para novos investimentos. Em 2025, o PIB conjunto dos três estados alcançou R$ 1,08 trilhão.
A economia baiana continua sustentada pelo Polo Industrial de Camaçari, pela instalação da fábrica da BYD, pelos investimentos no refino de petróleo e pela força do agronegócio no oeste do estado. A Bahia também ocupa a terceira posição nacional na mineração, setor que deverá receber US$ 11,7 bilhões em investimentos até 2030.
Em Pernambuco, a ampliação da Refinaria Abreu e Lima, com R$ 12 bilhões da Petrobras, e a expansão do polo automotivo da Stellantis, em Goiana, com aporte de R$ 13 bilhões, devem impulsionar a atividade econômica. Já o Ceará fortalece sua posição como referência em energias renováveis e infraestrutura digital, com destaque para o Complexo do Pecém, que reúne projetos ligados a data centers, hidrogênio verde e ao investimento anunciado de R$ 200 bilhões da TikTok.
Enquanto Maranhão, Rio Grande do Norte e Paraíba ampliam sua participação em setores como agronegócio, energia e turismo, Alagoas, Piauí e Sergipe também atraem novos investimentos em petróleo, gás e agricultura. Apesar desse cenário favorável, o Nordeste ainda enfrenta um desafio estrutural: seu PIB per capita médio é de R$ 27,6 mil, menos da metade da média nacional, estimada em R$ 59,6 mil.