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21 de setembro de 2026 10:46

Renda média de domicílios com pessoa com deficiência em Alagoas é a menor do país

Renda média de domicílios com pessoa com deficiência em Alagoas é a menor do país

Estado reúne 292 mil pessoas com deficiência e apresenta baixos indicadores de renda e ocupação, mas se destaca na estrutura de atendimento educacional
Foto: Reprodução/Internet

Alagoas tem a maior proporção de pessoas com deficiência entre os estados brasileiros: 9,6% da população de 2 anos ou mais, o equivalente a 292 mil pessoas. O dado integra a segunda edição do informativo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, divulgado na sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra que a maior presença proporcional dessa população convive com indicadores econômicos desfavoráveis. Alagoas registrou o menor rendimento médio mensal do país nos arranjos domiciliares com pelo menos uma pessoa com deficiência: R$ 2.591, valor 58,6% inferior aos R$ 6.259 do Distrito Federal, que liderou o indicador. Dentro do próprio estado, a diferença também aparece: nos domicílios sem pessoas com deficiência, a média foi de R$ 3.232.

Quando considerada a renda por morador, Alagoas apresentou R$ 937 entre as pessoas com deficiência, o segundo menor valor do país, à frente apenas do Maranhão, com R$ 895. A composição da renda também é distinta. Nos domicílios com pessoas com deficiência, 47,2% dos rendimentos vinham do trabalho e 52,8% de outras fontes, como aposentadorias, pensões e benefícios sociais. Entre os demais domicílios, o trabalho respondia por 72,2%.

No mercado de trabalho, apenas 25% das pessoas com deficiência de 14 anos ou mais estavam ocupadas, contra 46,7% entre aquelas sem deficiência. O percentual foi o quarto menor entre os estados.

Os dados educacionais, entretanto, mostram indicadores de infraestrutura mais elevados. Em 2025, 42,9% das escolas alagoanas tinham salas de recursos multifuncionais para Atendimento Educacional Especializado (AEE), maior percentual do Nordeste e quinto do país. Profissionais de apoio estavam presentes em 40,8% das escolas, sexto maior índice nacional.

A deficiência também é mais frequente entre mulheres e idosos. Elas representavam 172 mil das 292 mil pessoas com deficiência no estado, enquanto os homens somavam 120 mil. Entre pessoas com 60 anos ou mais, 28,2% tinham deficiência, maior proporção do país.

O estudo também identificou avanços e limitações na gestão municipal. Dos 102 municípios alagoanos, 14 possuíam Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência, sendo dez considerados ativos. Em acessibilidade digital, 96,8% da população com deficiência vivia em municípios cujas páginas das prefeituras apresentavam ao menos um dos recursos investigados pelo IBGE.

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